JESUS E O PLANO SALVADOR DE DEUS
CALMEIRO MATIAS

Senhor Jesus Cristo,
tu prometeste à Samaritana uma Água Vida que faz brotar a
Vida Eterna
no coração das pessoas (Jo 4,14).
O São João diz que essa Água Viva é o próprio Espírito
Santo que ias comunicar no momento da tua ressurreição
(Jo 7, 39).
Com seu jeito maternal de amar, o Espírito Santo vai
transformando o nosso coração criando em nós
condições
para participarmos na Comunhão da Família de
Deus.
O Espírito Santo actua no nosso íntimo de modo a criar as
condições para acontecer a comunhão humana
universal.
O evangelho de São João diz que pelo mistério da
Encarnação, o Filho de Deus deu-nos o poder de nos
tornarmos também filhos de Deus (Jo 1,12-14).
Este plano salvador, possibilitado pela Encarnação,
concretizou-se pela ressurreição.
Eis o que São Paulo diz a propósito da comunicação do Espírito
Santo e fraternidade universal:
“Todos nós fomos baptizados num só Espírito, a fim de
formarmos um só corpo. Tanto os judeus como os
gregos, os escravos ou os homens livres, bebem todos do mesmo Espírito” (1 Cor
12, 13).
O evangelho de São João diz que a carne de Cristo que
comemos na Eucaristia é dom de Cristo
ressuscitado, isto
é, o Espírito Santo, que alimenta em nós a vida divina (Jo
6, 62-63).
Espírito Santo,
Nós te louvamos por seres o amor de Deus derramado nos nossos
corações (Rm 5,5).
És tu que, com teu jeito maternal de amar, nos geras para a vida
Eterna, fazendo de nós membros da Família de Deus e nos levas a exclamar
“Abba”, oh Pai (Ga 4, 4-7).
Pai Santo,
O jeito de amar do teu Filho é em tudo semelhante ao teu.
Ver o seu modo de perdoar e acolher os pobres e perdoar
aos pecadores é ver o teu jeito de nos acolher e salvar.
Jesus exclamou a sua plena sintonia contigo, Pai Santo dizendo:
“Eu e o Pai somos um” (Jo 10, 30).
Noutra passagem do evangelho de São João, Jesus disse:
“ Quem me vê, vê o Pai” (Jo 14, 9).
Trindade Santa,
Nós vos agradecemos, pois Jesus de Nazaré, homem em tudo igual a
nós, menos no pecado, exprimia-se em grandeza humana o vosso amor por nós.
Por ser homem como nós construiu uma história pessoal que
podíamos
resumir assim:
Nasceu na Palestina e a sua paixão era levar por diante o
plano salvador de Deus.
Amava a simplicidade das crianças e defendia com toda a
coragem os que não eram capazes de se defender.
Deixava mais felizes as pessoas que tinham a sorte de o
encontrar.
Como não tinha pretensões a ser a ser rico ou poderoso,
partilhava com os outros a sua vida e os bens.
Amava a todos, mas preferia acompanhar com os mais
pobres.
Nunca foi cobarde, pois habitava nele a força do Espírito
Santo.
Inaugurou o baptismo no Espírito, a fim de renovar o
coração das pessoas, fazendo-as passar do
egoísmo para o
amor fraterno.
Na verdade, Deus confiou-lhe uma missão em favor de
todos os seres humanos.
Como era generoso e puro de coração, foi fiel até ao fim.
Levou o amor à sua profundidade máxima, isto é, dar a
vida por aqueles a quem se ama.
Como se deu inteiramente pela causa da nossa salvação, a
sua vida, agora, é também de todos nós, pois tornou-se a
cepa da videira da qual nós somos os ramos
(Jo 15, 4-6).
As forças do egoísmo e do ódio mataram-no. Mas tu, Pai
Santo, restauraste a sua vida, fazendo dele o alicerce da Nova
Humanidade.
Glória a ti, Jesus Cristo!