DEUS É UMA FAMÍLIA FELIZ
CALMEIRO MATIAS

Deus é uma família
de três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo.
O Pai, a mãe e os
filhos formam uma só família. Quando esta família é boa forma uma comunidade de
amor constituída por várias pessoas.
A nossa família
quando vive em verdadeiro amor, é perfeita imagem e
semelhança da Santíssima Trindade.
Deus não é uma
pessoa sozinha. As pessoas sozinhas sentem-se infelizes, pois não têm ninguém
para fazer uma festa.
As pessoas
sozinhas não têm a possibilidade de mostrar as coisas que sabem fazer.
Também não têm
ninguém para lhes dar um beijo. Só podemos ser felizes vivendo e construindo
uma comunidade de amor.
Deus é três
pessoas que gostam muito umas das outras. Por isso lhe chamamos a Santíssima Trindade.
Quando Deus
resolveu criar o Homem, pensou logo criá-lo à imagem e semelhança da Santíssima
Trindade.
Por esta razão
fomos criados com o rosto virado para os outros, a fim de nos olharmos uns aos
outros nos olhos.
Deus deu-nos braços
para nos abraçarmos e coração para nos amarmos.
Fomos criados para
a festa do encontro, do diálogo e do amor, à semelhança das pessoas divinas.
Como somos
parecidos com Deus gostamos de celebrar o nosso dia de anos e ter muitos amigos
connosco, pois o sentido de uma vida feliz é a amizade e a comunhão.
Celebrar o amor
fraterno e a comunhão familiar é a principal maneira de manifestarmos que fomos
criados à imagem de Deus.
Os animais sabem
brincar, mas não sabem celebrar a vida e a amizade, pois não foram criados à
imagem de Deus.
Ficamos felizes
quando os nossos pais se dão bem e gostam de brincar connosco. Quando isto
acontece, percebemos o que Deus é: uma família de três pessoas que se dão muito
bem.
As pessoas divinas
são plenamente felizes porque vivem em comunhão. Além disso sabem que nunca
morrerão e, portanto, nunca vão deixar de se amar e estar juntas.
Nós sabemos que
isto também nos acontece a nós, mas só depois de morrermos e ressuscitarmos com
Cristo.
Deus é eterno, pois
o amor gera amor e este nunca envelhece nem morre. Nós fomos criados por Deus,
mas `Santíssima Trindade ninguém a criou.
Deus é amor a
renovar-se todos os dias e desde sempre. O amor gera-se no íntimo dos seres
humanos como força de bem-querer que tem como origem o coração das pessoas e
como meta a comunhão.
O amor gera-se a
si mesmo. Por isso é eterno. Eis a razão pela qual nós dizemos que Deus é amor.
Ainda antes de
existirem as estrelas, os planetas, o sistema solar, ou o céu azul, Deus já
existia como uma comunhão de amor.
Antes de existir o
Universo, o Céu era uma comunhão de três pessoas.
Depois de Deus ter
criado a Humanidade, o Céu passou a ser uma comunhão de milhões de pessoas,
pois as pessoas humanas já fazem uma só família com as três pessoas divinas.
O melhor lar para
nascerem meninos e meninas felizes é aquele em que o marido e a esposa se dão
muito bem.
Quando isto
acontece, os filhos sentem-se bem amados e por isso gostam de viver e estão
felizes por terem nascido.
Do mesmo modo,
Deus criou-nos porque tem muito amor para nos dar.
Jesus ensinou-nos
que aqueles que aceitam o amor de Deus serão felizes para sempre em comunhão
com o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
No Céu, todos os
dias Deus Pai dá um beijo a Deus Filho. Deus filho, depois de ter dado um beijo
a Deus Pai, vem logo a dar-nos um beijo também a nós.
Quando o Pai ou o
Filho dão um beijo a alguém comunicam-lhe o espírito Santo.
Por esta razão São
Paulo diz que o Espírito Santo é o amor de Deus derramado nos nossos corações.
Já fazemos parte
da Família de Deus. Por isso também devemos dar o nosso beijo a Deus, fazendo a
nossa oração como Jesus nos ensinou.
Orar à maneira de
Jesus é falar com Deus com um filho fala com o Pai ou a mãe ou um irmão muito
amigo.
O Espírito Santo é
a ternura maternal de Deus. Está no nosso coração como uma mãe que nos ajuda a amar Deus Pai como nosso Pai e Deus Filho como
nosso irmão.
Um dia Jesus
estava a falar de Deus Pai aos Apóstolos e, nesse momento, estremeceu de
alegria.
Era Deus Pai a dar-lhe
um beijo, comunicando-lhe o Espírito Santo. Eis como o evangelho de São Lucas
nos descreve esse beijo que Deus Pai deu a Jesus:
“Nesse mesmo
instante, Jesus estremeceu de alegria sob a acção do Espírito Santo e disse:
“Bendigo-te ó Pai,
Senhor do Céu e da terra, porque escondestes estas coisas aos sábios e doutores
e as revelaste aos pequeninos.
Sim, Pai, porque
assim foi do teu agrado. Tudo me foi entregue por meu Pai.
Ninguém conhece
quem é o Filho senão o Pai. Do mesmo modo ninguém conhece quem é o Pai a não
ser i filho e aquele a quem o filho houver por bem revelar-lho” (Lc 10, 21-22).
Como vemos, Jesus
partilha connosco os beijos que Deus Pai lhe dá, isto é, comunica connosco a
ternura do Espírito Santo que Deus Pai partilha com ele.
Quando Deus nos
beija, o Espírito Santo fica dentro do nosso coração. Nesse momento podemos
dizer que a alegria e a ternura de Deus estão dentro de nós!
É o Espírito Santo
que, no nosso coração, nos dá a certeza de que somos família de Deus. Foi isto
que Jesus quis significar quando disse aos Apóstolos que, ao rezar deviam dizer
PAI-NOSSO. Era sempre assim que Jesus fazia oração.
Deus é comunidade
de pessoas. Se fosse uma só pessoa, Deus não entendia de amizade nem nos podia
ter criado assim como somos: seres talhados para conviver e fazer festas onde
aconteça o encontro e amizade.
O Espírito Santo,
como ternura maternal de Deus a habitar nos nossos corações, é a garantia de
que já possuímos a Vida Eterna!